sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O advogado cearense Antonio de Pádua Barroso é homenageado na OAB Nacional

O advogado cearense Antonio de Pádua Barroso é homenageado na OAB Nacional.
 
Ele esteve entre os 45 homenageados pela atuação na defesa de presos e perseguidos políticos durante a ditadura militar. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, no plenário da instituição, na ultima terça-feira, 13 de novembro, em Brasília.

O evento foi realizado em parceria com a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça e a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Fonte: Direitoce.com.br, 16/11/12, disponível em: http://www.direitoce.com.br/antonio-de-padua-barroso-e-homenageado-na-oab-nacional/

Justiça do Trabalho alerta sobre direitos dos trabalhadores neste fim de ano

 
 
“O final do ano reforça a necessidade de atenção que patrões e empregados devem ter em relação aos direitos ligados ao trabalho, para evitar futuras reclamações na justiça, alertou a presidenta da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Anamatra), juíza Áurea Sampaio. Em entrevista à Agência Brasil, a magistrada destacou que o décimo terceiro salário, instituído em 1962, deve ser pago em duas parcelas. A primeira a partir de fevereiro, até o dia 30 de novembro, e a segunda até o dia 20 de dezembro.

O empregado pode receber a primeira parcela de adiantamento do décimo terceiro salário no mês de férias, mas, para isso, deve preencher um requerimento em janeiro de cada ano. “Cada mês trabalhado pelo empregado é computado para o cálculo do décimo terceiro na razão de um doze avos. Se ele trabalha quatro meses dentro daquele ano, por exemplo, receberá quatro doze avos do valor do salário dele de dezembro”, explicou Áurea Sampaio. “É importante que o empregado fique consciente das regras. Se ele recebe adicional de insalubridade, adicional noturno, hora extra, tudo integra o cálculo do décimo terceiro salário”.

A primeira parcela do benefício corresponde a 50% do salário do mês anterior. “Se o empregador vai pagar o adiantamento no mês de novembro, vai calcular 50% do mês de outubro. Quando chegar em dezembro, até o dia 20, ele faz a complementação, porque o cálculo tem de ser feito com base no salário do mês de dezembro. O procedimento é necessário porque o trabalhador pode ter algum aumento ou ter salário variável. O reajuste pode acarretar alguma diferença entre a base de cálculo utilizada em novembro e o salário de dezembro”. A juíza observou também a importância de o empregado saber que não há desconto no pagamento do adiantamento do décimo terceiro, até novembro. Os descontos legais, que são o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Imposto de Renda, devem ser efetuados na segunda parcela do décimo terceiro salário.”

(Agência Brasil)

Fonte: Blog do Eliomar, 16/11/12, disponível em: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/justica-do-trabalho-alerta-sobre-direitos-dos-trabalhadores-neste-fim-de-ano/

Comissão da Verdade cria grupo para apurar violações contra índios e pessoas que lutavam por terra


Vinícius Soares
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Comissão Nacional da Verdade publicou hoje (16) no Diário Oficial da União resolução que cria um grupo de trabalho para apurar violações aos direitos humanos com motivações políticas de pessoas que lutavam pela terra e de povos indígenas no período da ditadura militar.

O objetivo do grupo será esclarecer a autoria e as circunstâncias em que se deram violações como torturas, mortes, desaparecimentos e ocultações de cadáveres. A investigação visa a tornar públicos os locais, os autores e as instituições envolvidas nesses crimes.

A resolução publicada no Diário Oficial da União nomeia a psicanalista Maria Rita Kehl presidente do grupo, que também terá como integrantes Heloísa Maria Murgel Starling, Pedro Helena Pontual Machado, Wilkie Buzatti Antunes e Inimá Ferreira Simões. Nenhum dos integrantes será remunerado pelas atividades.
 
Edição: Juliana Andrade

Fonte: Agência Brasil, 16/11/12, disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-16/comissao-da-verdade-cria-grupo-para-apurar-violacoes-contra-indios-e-pessoas-que-lutavam-por-terra
16/11/2012 - 11h25

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Padre haitiano diz que tráfico de pessoas sustenta imigração ilegal para o Brasil


15/11/2012
Marcos Chagas
Enviado Especial da Agência Brasil
 
 Rio Branco – A imigração ilegal de haitianos para o Brasil pode ser caracterizada hoje como tráfico de pessoas. A avaliação é do padre haitiano Onac Axenat estabelecido no Acre, estado que há dois anos  mais recebe imigrantes sem visto.

O missionário da Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago (SSST), da Igreja Católica, disse à Agência Brasil que os haitianos gastam até US$ 4 mil, por pessoa, para se submeter a uma “rede de tráfico” composta por vários coiotes que atuam em seu país.

“Alguns [dos imigrantes] venderam tudo no Haiti. A promessa era de que receberiam salários no Brasil entre US$ 1 mil e US$ 2 mil”.

Axenat chegou ao país em 2010, pouco depois do terremoto que atingiu a capital haitiana, Porto Príncipe, e tem atuado no apoio psicológico aos imigrantes ilegais. Para ele, como compatriota e sacerdote é mais fácil fazer com que essas pessoas contem o que passaram e como chegaram ao Brasil.

Um fato que chamou a atenção do missionário foi a mudança de postura dos haitianos que se submeteram às viagens promovidas pelos coiotes. Ele disse que os primeiros a chegar, em 2010, eram mais “abertos e alegres”. Aos poucos eles foram se fechando e nem a ele contam o porquê da alteração de comportamento.

Onac Axenat disse que a última vez em que esteve em Brasileia (AC), cidade fronteiriça com a Bolívia, a única coisa que conseguiu ouvir dos haitianos é que tinham medo. “Padre, eu não posso falar nada ainda. Eu sofro” relatou um deles, segundo o padre.

Ele admitiu que os imigrantes que entram pela Bolívia são vulneráveis ao narcotráfico. O sacerdote ressaltou, entretanto, que “não se pode fazer qualquer colocação negativa [sobre eles] porque não se sabe o que está acontecendo”.

Para conseguir conquistar a confiança dos imigrantes que chegaram mais recentemente, Axenat disse que precisou ser enfático com eles, e lembrar-lhes sua condição de haitiano também, o que ajudou na abertura do diálogo.

Com os olhos marejados, o missionário destacou que apesar do acolhimento do Brasil aos haitianos, em especial dos acrianos, vê com tristeza essa imigração crescente. “O Brasil acolheu muito bem o meu povo, mas o que estou esperando é que se corte esse tráfico de pessoas”.

Onac Axenat destacou que alguns dos imigrantes têm boa escolaridade inclusive com formação profissional. Para ele, depois da devastação causada pelo terremoto, seu país precisa dessa força de trabalho.

“Tudo está concentrado em Porto Príncipe, tudo é centralizado na capital e o terremoto nos paralisou. O emprego não é fácil, mas há o que fazer. O Haiti é o meu país e está no meu coração, temos que pensar no futuro e esse futuro é estar no país e fazê-lo crescer”, desabafou o pároco.

Axenat frisou que os US$ 4 mil pagos por pessoa aos coiotes podem ser usados para se abrir um negócio no Haiti, especialmente no comércio. “Isso [a imigração ilegal e a situação dos haitianos] me faz mal”, admitiu o padre.
 
Edição: Tereza Barbosa

Fonte: Agência Brasil, 15/11/12, disponível em:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-15/padre-haitiano-diz-que-trafico-de-pessoas-sustenta-imigracao-ilegal-para-brasil

TRT/CE terminará o ano como recordista nacional na implantação de Processo Eletrônico


Duas inaugurações simultâneas realizadas na manhã desta segunda-feira (12/11) vão beneficiar diretamente a população de Fortaleza que busca soluções para conflitos trabalhistas. A primeira delas foi a inauguração de mais duas varas do trabalho no município. A segunda, o início da migração nas outras 16 varas trabalhistas de Fortaleza do tradicional sistema de processos em papel - utilizado há mais de 70 anos - para o Processo Judiciário Eletrônico (PJe/JT).

Até o dia 10 de dezembro, todas as 18 varas do trabalho de Fortaleza receberão novos processos exclusivamente por meio eletrônico. Somadas às quatro do interior que já possuem o sistema, serão 22 unidades operando eletronicamente, o que equivale a 68% das varas do trabalho cearenses. Com isso, a Justiça do Trabalho do Ceará se torna a recordista nacional da implantação do PJe/JT. Mato Grosso aparece na segunda colocação, com 50%, enquanto a média nacional é de 17%. 

O TRT/CE também supera em quase seis vezes a meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de implantar o PJe/JT em 10% das varas de trabalho de cada tribunal.

“Fortaleza também será a cidade brasileira com o maior número de varas do trabalho a operar com o Processo Eletrônico”, destacou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen. Ele ressaltou que os ajustes feitos no sistema fazem com que diminuam a cada dia os tempos mortos do processo e as atividades a eles relacionadas. “Com a tecnologia, podemos mais com menos esforço e fazer melhor com menos tempo”, afirmou.

Das 18 varas do trabalho de Fortaleza, seis passam a operar com o PJe/JT a partir desta segunda-feira. Além das duas recém-inauguradas (17ª e 18ª), utilizarão o novo sistema a 13ª, 14ª, 15ª e 16ª varas do trabalho de Fortaleza. Até o dia 10 dezembro, toda a 1ª instância de Fortaleza funcionará exclusivamente com o PJe/JT.

Já a presidente do TRT/CE, desembargadora Roseli Alencar, destacou o fato de as quatro varas do trabalho que já operam com o PJe/JT no Ceará, juntas, já receberam cerca de 5.000 processos. Lembrou também que cerca de 50% dos magistrados já foram capacitados em Processo Eletrônico e que 300 servidores trabalham utilizando o sistema. “Tudo isso só se tornou possível graças aos esforços de magistrados e servidores, que acreditaram no projeto e se engajaram no processo”, conclui.

Histórico: O sistema de tramitação de processos eletrônicos foi implantando no Ceará inicialmente na vara do trabalho de Caucaia. Na sequência, foi a vez de o 2º grau receber o PJe/JT. Aos poucos, o Processo Eletrônico foi chegando a outras unidades judiciárias, como as varas do trabalho de Maracanaú e Eusébio.

Novas varas: A 17ª vara do trabalho, inaugurada nesta segunda-feira (12/11), será presidida pelo juiz José Henrique Aguiar, que deixa Pacajus. Já a 18ª terá à frente o juiz Paulo Régis Botelho, que presidia a 4ª vara de Fortaleza. Eles terão como desafio julgar cerca de 2.000 processos a cada ano, quantidade média de processos recebidos pelas varas da capital.

As duas inaugurações contaram com a participação de magistrados e servidores do TRT/CE, além de advogados e representantes da OAB/CE e da Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região.

Fonte: TRT/CE, 12/11/12, disponível em: http://www.trt7.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1743:trt-ce-terminara-o-ano-como-recordista-nacional-na-implantacao-de-processo-eletronico&catid=143:ultimas-noticias&Itemid=302

15 de Novembro: Proclamação da República!

Com esperança, esforço e persistência as coisas vão cada vez mais melhorar. Viva o Brasil! Viva a República!
 Blog Marcelo Uchôa

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nota Pública de repúdio ao artigo “Parada gay, cabras e espinafres”

Data: 14/11/2012

O Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – CNCD-LGBT, composto por membros da sociedade civil e do governo federal brasileiro, manifesta veemente repúdio ao artigo “Parada gay, cabras e espinafres”, publicado na Revista Veja desta semana.

O texto apresenta conteúdo desrespeitoso, permeado de inverdades, preconceituoso, e desqualifica o movimento LGBT, assim como, por extensão, todos os movimentos de populações oprimidas socialmente (pessoas negras, mulheres, populações indígenas, comunidades tradicionais, etc.), ao afirmar a impossibilidade de existência do “movimento LGBT” pelo fato da diversidade da população LGBT. A afirmação ignora anos de lutas históricas e conquistas de inúmeros ativistas pró-direitos humanos desta população, e demonstra o desconhecimento do autor sobre o tema, que apresenta um discurso de estigmatização e caráter condenatório. O movimento LGBT é plural e diverso, sim, mas possui uma unidade de luta comum: a luta por direitos e justiça social.

A luta não é por “mais e mais direitos”, como afirma o artigo, pelo contrário, a luta é pela igualdade em direitos como assegura a Constituição Brasileira. Não há, até o momento, nenhuma Lei Federal que trate de direitos da população LGBT. Há, certamente, avanços, mas eles foram adquiridos no âmbito do Poder Executivo (por exemplo, a criação deste Conselho e do Plano de Saúde Integral para a população LGBT) e no âmbito do Poder Judiciário (por exemplo, a decisão do STF que reconhece e dá à união estável homoafetiva a mesma dignidade constitucional da união estável heteroafetiva; e as reiteradas decisões reconhecendo a mudança de prenome de transexuais pelo STJ).

O CNCD/LGBT repudia enfaticamente a abordagem sobre os números da violência relacionados à população LGBT. De acordo com dados apresentados no “Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011”, da Secretaria de Direitos da Presidência da República (SDH/PR), 278 pessoas foram assassinadas por homofobia em 2011. Embora o número não se refira ao total de vitimas, representam exclusivamente os homicídios baseados em homofobia, cuja violência extrema foi noticiada nos jornais de grande circulação, com informações disponibilizadas online. Além disso, no mesmo estudo, a SDH/PR analisou os dados provenientes do Disque Direitos Humanos (Disque 100), da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180 - SPM/PR), da Ouvidoria do SUS e de denúncias efetuadas diretamente aos órgãos LGBT da Secretaria, verificando que são reportadas diariamente ao Poder Público Federal 18,65 violações de direitos humanos contra a população LGBT, ou seja, foram computadas 6.809 violações de direitos humanos contra LGBTs, envolvendo 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos.

Essas expressões de violência são alimentadas por artigos como este, que utilizam de comparações esdrúxulas e supostamente baseadas em dados que, na verdade, distorcem os números a seu bel-prazer. É inadmissível que uma das revistas de maior circulação no país conceda espaço a esse tipo de abordagem preconceituosa, desqualificadora e incitadora do ódio e da violência.

Brasília, 14 de novembro de 2012.

Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – CNCD-LGBT

Fonte: SDH-PR, 14/11/12, disponível em: http://portal.sdh.gov.br/clientes/sedh/sedh/2012/11/14-nov-12-nota-publica-de-repudio-ao-artigo-201cparada-gay-cabras-e-espinafres201d

OAB apoiará implantação dos Comitês Estaduais de Enfrentamento à Homofobia

Data: 14/11/2012
14/NOV/12 - OAB apoiará implantação dos Comitês Estaduais de Enfrentamento à HomofobiaAo assinar termo de cooperação com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para combater a violência contra a população LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais), a Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), afirmou que “no Brasil não deve mais haver espaço para o crime de ódio contra a orientação sexual das pessoas”.

Durante o evento, Rosário apresentou dados de um levantamento, revelenado que no ano passado mais de 270 pessoas foram assassinadas por motivos de homofobia. “Existem várias agendas importantes para a nação brasileira, esta não deve ser esquecida. Assim como não toleramos a discriminação por gênero, raça, cor ou religião, não podemos aceitar a homofobia” destacou Rosário, citando o papel relevante de entidades como a OAB para a construção e consolidação da democracia brasileira.

Conforme os termos do acordo, a OAB se compromete a incentivar e apoiar os Comitês Estaduais de Enfrentamento à Homofobia, que serão instalados em todo o país. A entidade se compromete ainda a divulgar, junto às Seccionais e Subseções, o Disque Direitos Humanos – Disque 100 e a campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.

Na cerimônia, Ophir Cavalcante afirmou que difundir a importância da igualdade entre as pessoas, independentemente de sua orientação sexual, é tarefa difícil, sobretudo quando envolve o combate à violência. “Somente uma pessoa como a ministra dos Direitos Humanos poderia empreender uma luta dessa natureza e convocar os 750 mil advogados brasileiros para defender a igualdade, lutar contra o preconceito e a discriminação e bradar que somos todos seres humanos, não importando a orientação sexual de cada um”, afirmou Ophir, confirmando a participação da advocacia brasileira nesse desafio. “A OAB nunca temeu desafios, quebra de tabus, paradigmas e de culturas”, acrescentou.

Comitês – Os Comitês Estaduais de Enfrentamento à Homofobia serão criados a partir de parcerias com os governos estaduais, conselhos regionais de psicologia, comissões de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público estadual, poder judiciário, Defensorias Públicas, comissões de Direitos Humanos das Assembleias Legislativas,  gestores LGBT e os movimentos sociais. Além dos comitês estaduais, também será criado um comitê nacional, que juntamente com o Conselho Nacional LGBT, coordenarão a ação dos demais comitês.

Homenagens – A assinatura do acordo de cooperação ocorreu durante a solenidade de homenagem aos advogados de presos e perseguidos políticos na ditadura militar (1964-1985). O evento “Memória à advocacia da resistência política” é organizado pelo Conselho Federal da OAB, juntamente com a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Câmara dos Deputados. O objetivo é contribuir para o resgate da história brasileira desse período.

Foto: OAB

Assessoria de Comunicação Social 

Fonte: SDH-PR, 14/11/12, disponível em: http://portal.sdh.gov.br/clientes/sedh/sedh/2012/11/14-nov-12-oab-apoiara-implantacao-dos-comites-estaduais-de-enfrentamento-a-homofobia

Mais de 70% dos trabalhadores no mundo não têm proteção contra o desemprego, afirma OIT

14 de novembro de 2012


Mais de 70% dos trabalhadores no mundo não têm acesso ao seguro desemprego e a nenhum tipo de assistência em caso de perda de emprego, afirmou a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Dos 198 países acompanhados pela OIT, somente 72 têm regimes de seguro desemprego, a maioria deles, países de média e alta renda. E o número de desempregados sem seguro chega a 86% se forem incluídos aqueles que não contribuíram para o sistema de seguridade social tempo suficiente e, portanto, não podem ter acesso ao seguro desemprego.

“Isto significa que mais de 86% das quase 40 milhões de pessoas que abandonaram o mercado laboral desde 2008 se encontrou repentinamente sem uma renda regular”, declarou a especialista em proteção social da OIT, Florence Bonnet.

 

Jovens são os mais desprotegidos


Os jovens são os mais afetados por este modelo, uma vez que não tem tempo suficiente de contribuição para ter direito aos benefícios. Somente 16 países oferecem seguro desemprego para jovens desempregados em busca de seu primeiro trabalho.

A cobertura do seguro desemprego varia muito entre as regiões, chegando a 80% na Europa e América do Norte, enquanto não passa de 40% na América Latina e no Caribe e é inferior a 20% no Oriente Médio e na Ásia. De acordo com Florence Bonnet, estas variações refletem as diferenças de participação dos trabalhadores no emprego formal como proporção do total do emprego.

Segundo Bonnet, os benefícios para os desempregados cumprem um papel essencial em momentos de crise. “Os países com proteção contra o desemprego e outros mecanismos similares, idealmente associados com políticas ativas do mercado laboral, têm sido capazes de reagir à crise com maior rapidez e de maneira mais eficaz que outros países que não têm este tipo de estabilizadores automáticos”, explicou Bonnet. “Os benefícios contra o desemprego também facilitaram a busca de emprego dos trabalhadores desempregados”.

Em junho passado, a Conferência Internacional do Trabalho adotou a Recomendação nº 202 sobre os pisos de proteção social, que exorta a todos os países membros da OIT a oferecer, como uma das garantias fundamentais de seguridade social para todas as pessoas necessitadas, uma seguridade básica de renda.

Fonte: ONUBR, 14/11/12, disponível em:http://www.onu.org.br/mais-de-70-dos-trabalhadores-do-mundo-nao-tem-protecao-contra-o-desemprego-afirma-oit/ 

Veja que equívoco!

 
Segue artigo redigido pela Coordenadora Estadual de Políticas Públicas LGBTT e Vice Presidenta do Fórum Nacional de Gestoras e Gestores LGBTT, Andre Rossati, em resposta ao artigo "Parada gay, cabra e espinafre", do colunista J.R. Guzzo, veiculado na Revista Veja desta semana, considerado homofóbico. A íntegra do texto questionado pode ser lida em http://zeninguem.blog.br/2012/11/parada-gay-cabra-e-espinafre-por-j-r-guzzo-revista-veja/

Veja que equívoco!

Por Andrea Rossati
Coordenadora Estadual de Políticas Públicas LGBTT
Vice - Presidenta do Fórum Nacional de Gestoras e Gestores LGBTT

Após a leitura minuciosa do o artigo do ex-diretor de redação da Revista Veja, José Roberto Guzzo, como uma defensora dos Direitos Humanos não pude me silenciar diante de tais afirmações estarrecedoras. O referido artigo onde o ex- diretor desrespeita a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis e Transexuais só nos demostra a falta de conhecimento, de cuidado e de responsabilidade com a temática da sexualidade.

Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. É necessário esclarecer que as orientações sexuais seja você hétero, gay ou bissexual não são tendências ideológicas. Nem tão pouco políticas, ora ninguém acorda, olha-se no espelho e diz : hoje eu vou ser gay, no outro dia ao olhar-se novamente diz: hoje vou ser lésbica, ou bissexual, ou transexual me poupe Guzzo.

Muito menos podemos considerar a homossexualidade como doença , de modo que não tem “ismo” nenhum, uma vez que o sufixo "ismo" é utilizado para identificar doenças.  A Organização Mundial da Saúde deixou de considerar a homossexualidade como uma patologia, desde Maio de 1990 trata-se de orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidades”, “heterossexualidade” e “bissexualidade” onde o sufixo "dade" quer dizer "um modo de ser" e não uma escolha. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser gay, hétero ou bissexual. Ou será mesmo que em um Estado como o nosso machista, conservador, e capitalista, algum ser humano com plena consciência vai querer sofrer preconceitos e correr riscos de vida ?

Mais preocupante ainda é a afirmação de que não existe comunidade gay. E que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. Choquei...  Então Guzzo o que você poderia me dizer sobre o Movimento Negro ? E o sobre o Movimento de Mulheres ? Será que você já ouvi falar nos Movimentos Sociais ? Todos os Negros e todas as Mulheres são iguais, fabricados em série é isso mesmo que eu entendi ? Choquei... mais uma vez.

A população de  Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais  que segundo um dos últimos IBGE do país trata-se de mais de 18 milhões de brasileiros e brasileiras, fora aqueles e aquelas que não responderam ao censo.  É formada de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas,mas que infelizmente fazem parte de uma população que é vítima de injúrias, de difamações e de negação de direitos todos os dias. Não reconhecer a existência da população LGBTT é desconhecer totalmente os Direitos Humanos.  É desconhecer as normatizações das Políticas Públicas como por exemplo: O Sistema Único de Saúde SUS O Sistema Único da Assistência Social SUAS dentre outros.

Quando @s LGBTT reivindicam o direito ao casamento civil é para que tenhamos os mesmos direitos que os heterossexuais, não queremos ser melhor  nem maior que ninguém. A sociedade brasileira avança a cada dia que se passa como por exemplo: Antigamente a mulher não podia votar a legislação foi revista e os direitos das mulheres foram todos assegurados. Se você parar para pensar os grandes Estados são comandados atualmente por grandes mulheres posso citar aqui Dilma Rouseff, Cristina Kirchner entre outras. E se for preciso mudar ou readequar a legislação brasileira mais uma vez, em prol dos Direitos Humanos LGBTT que seja mudada. Só não podemos é permanecer sem nossos direitos garantidos. 

E sobre a sua afirmação “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Desconheço este tipo de relação, conheço apenas o amor profundo e verdadeiro que brota de grandes relacionamentos entre pessoas heterossexuais ou homossexuais.

Sobre sua afirmação de que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Estou impressionada com a falta de compostura e respeito que a Revista Veja trata a população LGBTT. Amanhã com qual animal ou fruta irão nos comparar ? Não se trata aqui de aceitação Guzzo.

Até porque aceitar é de cada um, aceita quem quer . O Movimento LGBTT não pede a aceitação de ninguém . A única coisa que queremos é Respeito! Respeito no acesso a Políticas Públicas em todas as áreas Educação, Saúde, Segurança Pública, Cultura, Esporte, Lazer entre outras...

O que não se pode aceitar, nem tolerar Guzzo é que você e alguns achem que não existe HOMOFOBIA em nosso país. Não me venham querer comparar os assassinatos contra a população LGBTT uma coisa normal ou comum ou igual em relação aos outros crimes do país. Você acha mesmo comum uma pessoa ser esfaqueada mais de trinta vezes  e depois ter sua cabeça esmagada? Uma pessoa levar vários tiros e em seguida ser degolada ? Os crimes contra a população LGBTT são crimes de ódio, crimes de HOMOFOBIA, crimes de intolerância. E que merecem  a atenção das autoridades deste país para erradicar a Homofobia.

Essa semana fomos nós a população LGBTT que foi desrespeitada pela Revista Veja através do Sr. Guzzo . Amanhã quem será ?