Advogado. Professor de Dir Internacional e Dir Humanos/UNIFOR, havendo ensinado Dir Trabalho, Hermenêutica e Estágio. Doutorando em Direito/UNIFOR e Univ Salamanca c/ Diplomas de Grado, Estudios Superiores e Avanzados. Mestre em Dir Constitucional. Especialista em Dir Trabalho. Ex Coord Especial de Dir Humanos/CE. Autor dos livros Direito Internacional, Ed Lúmen Juris, e Controle do Judiciário: da expectativa à concretização (o 1o biênio do CNJ), Ed Conceito. Face: Marcelo Uchôa TT: MarceloUchoa
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
TRT presta homenagem a personalidades de destaque
O Secretário Chefe do Gabinete do Governador Ivo Gomes será agraciado com a Medalha da Ordem Alencarina do Mérito do Judiciário do Trabalho, no Grau Comendador, que o Tribunal Regional do Trabalho - 7ª Região entrega, a cada dois anos, a personalidades de destaque. Os agraciados serão homenageados pelo Desembargador Federal do Trabalho Cláudio Soares Pires, Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 7º Região e Grão Mestre da Ordem Alencarina do Mérito Judiciário do Trabalho, e demais Desembargadores Federais do Trabalho.
Além do Secretário, serão agraciados o Coordenador Especial de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Gabinete do Governador, Marcelo Uchôa (Grau de Oficial); o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (Grão-Colar); o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cláudio (Grau de Comendador), e o ex-Governador Virgílio Távora (in memoriam Grã-Cruz), entre outros.
A Ordem Alencarina do Mérito Judiciário do Trabalho foi instituída pela Resolução Administrativa Nº 230/93, de 19.05.93, com o intuito de homenagear personalidades que se destacaram na área do Direito do Trabalho ou prestaram relevantes serviços à Justiça do Trabalho.
Camila Rios
Assessora de Imprensa das Coordenadorias
GABINETE DO GOVERNADOR
Palácio da Abolição
Av. Barão de Studart, nº 505, Meireles
Telefone: (85) 3466.4939
CEP: 60120-000, Fortaleza - Ceará
Conselhos Estaduais dos Direitos das Pessoas com Deficiência reúnem-se em Fortaleza
Fortaleza sedia nos próximos dias 07,08 e 09 de dezembro, o Encontro Nacional de Conselhos Estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência: Participação e Controle Social das Políticas Públicas. A iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o CEDEF, objetiva fortalecer a articulação nacional entre os conselhos de direitos das pessoas com deficiência, discutir o envolvimento da sociedade na discussão das políticas públicas de atenção à pessoa com deficiência, reconhecendo os Conselhos Estaduais como espaços legítimos para esse debate.
O evento será aberto às 18 horas, no Auditório do Hotel Oásis Atlântico , pela primeira dama do estado, Exma. Sra. Maria Célia Habib Moura Ferreira Gomes, Coordenadora Especial de Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência, Sra. Isabel Cristina de Pontes Lima, Secretária de Justiça e Cidadania, Sra. Mariana Lobo Albuquerque. A mesa será composta, ainda, pelo Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Exmo. Sr. Antônio José Ferreira, o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Ceará - CEDEF, Sr. Fábio Araújo de Holanda e o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sr. Moíses Bauer Luiz.
No dia 7, a solenidade de abertura contará com a palestra magna: Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Viver sem Limites, apresentada pelo Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Sr. Antonio José Ferreira.
Nos dias 08 e 09, acontece a Reunião entre os Conselhos Estaduais de Direitos da Pessoa com Deficiência, cuja ação objetiva o fortalecimento dos Conselhos e criação da Rede Nacional de Conselhos Estaduais.
Mais Informações:
CEDEF
3101-2870
Fonte: Portal Ceará Acessível, 06/12/11. Disponível em: http://www.portalinclusivo.ce.gov.br/index.php/noticias/730/730
O evento será aberto às 18 horas, no Auditório do Hotel Oásis Atlântico , pela primeira dama do estado, Exma. Sra. Maria Célia Habib Moura Ferreira Gomes, Coordenadora Especial de Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência, Sra. Isabel Cristina de Pontes Lima, Secretária de Justiça e Cidadania, Sra. Mariana Lobo Albuquerque. A mesa será composta, ainda, pelo Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Exmo. Sr. Antônio José Ferreira, o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Ceará - CEDEF, Sr. Fábio Araújo de Holanda e o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sr. Moíses Bauer Luiz.
No dia 7, a solenidade de abertura contará com a palestra magna: Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Viver sem Limites, apresentada pelo Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Sr. Antonio José Ferreira.
Nos dias 08 e 09, acontece a Reunião entre os Conselhos Estaduais de Direitos da Pessoa com Deficiência, cuja ação objetiva o fortalecimento dos Conselhos e criação da Rede Nacional de Conselhos Estaduais.
Mais Informações:
CEDEF
3101-2870
Fonte: Portal Ceará Acessível, 06/12/11. Disponível em: http://www.portalinclusivo.ce.gov.br/index.php/noticias/730/730
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Carlos Marighella recebe anistia política 42 anos após sua morte
Publicado: 5 de dezembro de 2011 às 20:40 | Autor: Eliomar de Lima
“No dia em que completaria 100 anos, o líder comunista Carlos Marighella (1911-1969) recebeu a anistia política da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O evento foi realizado no início da noite desta segunda-feira (5) em Salvador, cidade em que Marighella nasceu. O presidente da sessão e vice-presidente da comissão, Egmar de Oliveira, sentenciou a decisão.
- Por unanimidade, a comissão declara anistiado político Carlos Marighella.
A decisão foi tomada após a leitura do processo, por parte da relatora, conselheira Ana Maria Guedes.
- A Comissão da Anistia, em nome do Estado brasileiro, faz os mais sinceros pedidos de desculpas pelas atrocidades que foram cometidas contra o herói do povo brasileiro, Carlos Marighella.
O evento contou com a presença da viúva de Marighella, Clara Charf, de 86 anos, do filho do casal, o advogado Carlos Augusto Marighella, do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do senador João Capiberibe (PSB-AP), de deputados como Emiliano José (PT-BA), autor do livro “Marighella: o inimigo número um da ditadura militar”, e de políticos de outros Estados, como o vereador de São Paulo Ítalo Cardoso (PT), autor do projeto que deu a Marighella o título de cidadão paulistano, no ano passado.
Bastante emocionada, Clara chorou algumas vezes durante o evento.
- O reconhecimento da luta de Marighella pela liberdade e pela vida digna da população é uma vitória para o Brasil. A comissão resgatou a verdade da história e da luta dele. Por muitos anos, os governos mentiram, enxovalharam as pessoas para tirar do Estado brasileiro o peso dos erros. Esse processo acabou. A humanidade e o companheirismo sempre foram suas maiores características. Ele merece esse resgate.
O líder comunista fez oposição a duas ditaduras, de Getúlio Vargas e dos governos militares. Foi preso três vezes, entre 1932 e 1945, foi eleito deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1945 e voltou à clandestinidade em 1948, quando o governo de Eurico Gaspar Dutra declarou o partido comunista como fora da lei.
Marighella liderou os movimentos contrários à ditadura militar e participou da luta armada contra o governo. Chegou a ser considerado o principal inimigo do Estado brasileiro e foi morto, em 4 de novembro de 1969, por agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), liderados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, em uma emboscada na Alameda Casa Branca, em São Paulo.
Carlos Augusto, que articula com o governo do Estado a criação de um memorial para seu pai, na Bahia, lembrou a luta do pai contra a ditadura.
- O que a gente viu hoje foi a desmistificação de todas as mentiras que se falaram, ao longo de muitos anos, sobre meu pai. Meu pai não era um terrorista, ele foi um herói, uma inspiração, por sua coragem, por seu senso de dever e responsabilidade. Eu estou há 40 anos lutando para que esta verdade surja. E este é um momento de glória e honra a quem, como Marighella, lutou por este país.
Para o vice-presidente, a decisão reconhece como “legítima” a forma como Marighella enfrentou governos opressores.
- Com a anistia, o Estado brasileiro reconhece como legítima a forma escolhida por Marighella para enfrentar o terrorismo imposto pela ditadura militar. Estamos cumprindo o dever de iniciar o resgate da história de um lutador do povo brasileiro. Espero que a Comissão da Verdade possa apresentar à sociedade quem foram os que executaram, de forma covarde e brutal, Carlos Marighella. Não no sentido de revanchismo, mas para resgatar a verdade, para que ela não volte a acontecer.”
(R7.com)
Fonte: Blog do Eliomar, 05/12/11, disponível em http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/page/2/
“No dia em que completaria 100 anos, o líder comunista Carlos Marighella (1911-1969) recebeu a anistia política da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O evento foi realizado no início da noite desta segunda-feira (5) em Salvador, cidade em que Marighella nasceu. O presidente da sessão e vice-presidente da comissão, Egmar de Oliveira, sentenciou a decisão.
- Por unanimidade, a comissão declara anistiado político Carlos Marighella.
A decisão foi tomada após a leitura do processo, por parte da relatora, conselheira Ana Maria Guedes.
- A Comissão da Anistia, em nome do Estado brasileiro, faz os mais sinceros pedidos de desculpas pelas atrocidades que foram cometidas contra o herói do povo brasileiro, Carlos Marighella.
O evento contou com a presença da viúva de Marighella, Clara Charf, de 86 anos, do filho do casal, o advogado Carlos Augusto Marighella, do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do senador João Capiberibe (PSB-AP), de deputados como Emiliano José (PT-BA), autor do livro “Marighella: o inimigo número um da ditadura militar”, e de políticos de outros Estados, como o vereador de São Paulo Ítalo Cardoso (PT), autor do projeto que deu a Marighella o título de cidadão paulistano, no ano passado.
Bastante emocionada, Clara chorou algumas vezes durante o evento.
- O reconhecimento da luta de Marighella pela liberdade e pela vida digna da população é uma vitória para o Brasil. A comissão resgatou a verdade da história e da luta dele. Por muitos anos, os governos mentiram, enxovalharam as pessoas para tirar do Estado brasileiro o peso dos erros. Esse processo acabou. A humanidade e o companheirismo sempre foram suas maiores características. Ele merece esse resgate.
O líder comunista fez oposição a duas ditaduras, de Getúlio Vargas e dos governos militares. Foi preso três vezes, entre 1932 e 1945, foi eleito deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1945 e voltou à clandestinidade em 1948, quando o governo de Eurico Gaspar Dutra declarou o partido comunista como fora da lei.
Marighella liderou os movimentos contrários à ditadura militar e participou da luta armada contra o governo. Chegou a ser considerado o principal inimigo do Estado brasileiro e foi morto, em 4 de novembro de 1969, por agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), liderados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, em uma emboscada na Alameda Casa Branca, em São Paulo.
Carlos Augusto, que articula com o governo do Estado a criação de um memorial para seu pai, na Bahia, lembrou a luta do pai contra a ditadura.
- O que a gente viu hoje foi a desmistificação de todas as mentiras que se falaram, ao longo de muitos anos, sobre meu pai. Meu pai não era um terrorista, ele foi um herói, uma inspiração, por sua coragem, por seu senso de dever e responsabilidade. Eu estou há 40 anos lutando para que esta verdade surja. E este é um momento de glória e honra a quem, como Marighella, lutou por este país.
Para o vice-presidente, a decisão reconhece como “legítima” a forma como Marighella enfrentou governos opressores.
- Com a anistia, o Estado brasileiro reconhece como legítima a forma escolhida por Marighella para enfrentar o terrorismo imposto pela ditadura militar. Estamos cumprindo o dever de iniciar o resgate da história de um lutador do povo brasileiro. Espero que a Comissão da Verdade possa apresentar à sociedade quem foram os que executaram, de forma covarde e brutal, Carlos Marighella. Não no sentido de revanchismo, mas para resgatar a verdade, para que ela não volte a acontecer.”
(R7.com)
Fonte: Blog do Eliomar, 05/12/11, disponível em http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/page/2/
Experiências de eliminação do trabalho de crianças e adolescentes são exemplo mundial, diz OIT
05/12/2011 - 9h30
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os esforços do Brasil para eliminar o trabalho infantil – que se refere às crianças e aos adolescentes de 5 a 17 anos – em pelo menos 50% nos últimos 20 anos servem como exemplo mundial a ser seguido, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Porém, as autoridades sabem que o empenho deve ser mantido, pois ainda há cerca de 4,1 milhões de crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente no país, principalmente no Norte e Nordeste.
Para verificar os projetos desenvolvidos em parceria pelos governos federal, estaduais e municipais e pela OIT e conversar com as autoridades brasileiras, a diretora-geral do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da organização, Constance Thomas, chega amanhã (6) ao Brasil, onde fica até o dia 13.
A diretora visitará Salvador, Cuiabá e Brasília. NA capital federal, ela se reunirá com os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), além de integrantes do Ministério Público e do Ministério das Relações Exteriores.
O coordenador nacional do Projeto Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, disse à Agência Brasil que o fim da exploração de crianças e adolescentes está diretamente associado às políticas públicas na área social.
“A experiência desenvolvida no Brasil é modelo devido ao conjunto das ações. A eliminação do trabalho infantil depende de esforços para a execução de políticas sociais, como o Bolsa Família, o Mais Educação e outros”, disse Mendes. “Mas é necessário lembrar que o problema ainda existe e deve ser solucionado”, acrescentou ele.
Mendes disse ainda que a OIT está preocupada com a possibilidade de o trabalho infantojuvenil ser retomado em áreas que estava extinto em decorrência dos impactos da crise econômica internacional. “Nosso receio é que o trabalho infantil seja retomado em países que ele já não existia mais.”
Na semana passada, autoridades do Timor Leste estiveram no Brasil para observar os programas desenvolvidos em várias cidades. A ideia é que, no primeiro semestre de 2012, as medidas sejam implementadas no país.
No Brasil, o trabalho denominado perigoso é vetado para quem tem menos de 18 anos. Aos 14 e 15 anos, o adolescente brasileiro pode trabalhar como aprendiz. Aos 16 anos, o jovem pode ser contratado com carteira assinada e seguindo a legislação.
Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil, disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-05/experiencias-de-eliminacao-do-trabalho-de-criancas-e-adolescentes-sao-exemplo-mundial-diz-oit
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os esforços do Brasil para eliminar o trabalho infantil – que se refere às crianças e aos adolescentes de 5 a 17 anos – em pelo menos 50% nos últimos 20 anos servem como exemplo mundial a ser seguido, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Porém, as autoridades sabem que o empenho deve ser mantido, pois ainda há cerca de 4,1 milhões de crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente no país, principalmente no Norte e Nordeste.
Para verificar os projetos desenvolvidos em parceria pelos governos federal, estaduais e municipais e pela OIT e conversar com as autoridades brasileiras, a diretora-geral do Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da organização, Constance Thomas, chega amanhã (6) ao Brasil, onde fica até o dia 13.
A diretora visitará Salvador, Cuiabá e Brasília. NA capital federal, ela se reunirá com os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), além de integrantes do Ministério Público e do Ministério das Relações Exteriores.
O coordenador nacional do Projeto Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, disse à Agência Brasil que o fim da exploração de crianças e adolescentes está diretamente associado às políticas públicas na área social.
“A experiência desenvolvida no Brasil é modelo devido ao conjunto das ações. A eliminação do trabalho infantil depende de esforços para a execução de políticas sociais, como o Bolsa Família, o Mais Educação e outros”, disse Mendes. “Mas é necessário lembrar que o problema ainda existe e deve ser solucionado”, acrescentou ele.
Mendes disse ainda que a OIT está preocupada com a possibilidade de o trabalho infantojuvenil ser retomado em áreas que estava extinto em decorrência dos impactos da crise econômica internacional. “Nosso receio é que o trabalho infantil seja retomado em países que ele já não existia mais.”
Na semana passada, autoridades do Timor Leste estiveram no Brasil para observar os programas desenvolvidos em várias cidades. A ideia é que, no primeiro semestre de 2012, as medidas sejam implementadas no país.
No Brasil, o trabalho denominado perigoso é vetado para quem tem menos de 18 anos. Aos 14 e 15 anos, o adolescente brasileiro pode trabalhar como aprendiz. Aos 16 anos, o jovem pode ser contratado com carteira assinada e seguindo a legislação.
Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil, disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-05/experiencias-de-eliminacao-do-trabalho-de-criancas-e-adolescentes-sao-exemplo-mundial-diz-oit
Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura será instalado nesta terça-feira (06)
Sex, 02 de Dezembro de 2011 14:27
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) instala na próxima terça-feira, 6 de dezembro, às 9h, no auditório da instituição (Rua Tenente Benévolo, 1055, Meireles) o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, dando posse aos seus membros e promove o lançamento de uma cartilha com orientações sobre o tema. Na ocasião, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB e membro do Subcomitê para Prevenção de Tortura das Nações Unidas, Margarida Pressburger, ministrará a palestra de abertura com o tema: “Mecanismos preventivos nacionais: monitoramento em locais de privação de liberdade”.
Ainda durante a ação, a secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, empossa os membros do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos do Estado do Ceará (CDDH) com vigência até o ano de 2013.
Participarão do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura os membros representantes da Secretaria de Justiça e Cidadania, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Tribunal de Justiça do Estado, Defensoria Pública do Estado, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Ordem dos Advogados, Conselho Regional de Psicologia, Pastoral Carcerária, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente - CEDECA/CE e Associação 64/68 Anistia.
A formação do Comitê segue os preceitos do Protocolo Facultativo da Convenção da ONU contra a Tortura (OPCAT), do qual o Brasil é parte desde 2007, e tem o objetivo de prevenir a prática de torturas e outras formas de maus-tratos, por meio da criação de mecanismos nacionais e internacionais independentes para prevenir a ocorrência da tortura ou outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Para isso, o documento prevê, por exemplo, a realização de visitas regulares e não anunciadas do Subcomitê de Prevenção de Tortura das Nações Unidas às unidades privativas de liberdade como penitenciárias, unidades de atendimento socioeducativo e instituições psiquiátricas.
Ceará no combate à tortura - No Brasil, a Lei n° 9455/97 tipifica o crime de tortura como “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou terceira pessoa; para provocar ação ou omissão de natureza criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa”. A lei também considera tortura a submissão de qualquer pessoa que esteja sob a guarda, poder ou autoridade de outra, com emprego de violência como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
O Comitê Estadual terá como uma de suas ações trabalhar preventivamente contra qualquer tipo de tortura (seja ela por discriminação racial, sexual ou abuso de autoridade), assim caberá ao comitê fazer monitoramento das unidades de privação de liberdade, capacitar agentes penitenciários e policiais em Direitos Humanos e receber e encaminhar as denúncias. Segundo a Secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, “o Comitê de Prevenção contra a Tortura será um importante órgão para assegurar mais uma ação da política estadual de direitos humanos na perspectiva de elaborar e implementar mecanismos de prevenção contra o crime degradante da dignidade da pessoa. Também será papel do Comitê receber, averiguar, encaminhar e, principalmente, acompanhar os casos de denúncias de crimes de tortura junto aos órgãos competentes, combatendo a sentimento de impunidade que imobiliza a sociedade no sentido da não denúncia”, afirma.
Serão realizados também encontros e seminários envolvendo a sociedade civil e órgãos públicos nos municípios a fim de incentivar a criação de Comitês ou Comissões Municipais de Prevenção e Combate à Tortura. A instalação do Comitê Estadual de Combate à Tortura foi aprovada via Decreto nº 30.573, de 07/06/2011 (D.O.E. de 09/06/2011, pág. 3).
Sistema Nacional - No final do mês de setembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional Projeto de Lei (PL) que propõe a criação de um Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e de um Comitê Nacional de Combate à Tortura. O envio ao Congresso coincidiu com a visita ao Brasil do Subcomitê sobre Prevenção e Combate à Tortura das Nações Unidas, que esteve entre os dias 21 e 30 de setembro.
O Sistema Nacional será composto por mecanismos de prevenção e combate à tortura, que contará com peritos e técnicos que poderão entrar em qualquer instituição fechada do Brasil, como penitenciárias, unidades prisionais, delegacias, instituições de longa permanência de idoso e de pessoas com sofrimento psíquico, dentro da perspectiva da reforma psiquiátrica. Já o Comitê Nacional será formado por integrantes de diversos ministérios e entidades da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos dos apenados no País.
Denúncias - A Secretaria da Justiça e Cidadania fará a distribuição das cartilhas entre os órgãos envolvidos, além das unidades prisionais, que orienta os familiares e amigos sobre os passos necessários para realizar as denúncias. A Sejus também instalou um Disque-Denúncia: (85) 3252-2086.
Na cartilha do Governo do Estado, é possível o tomar conhecimento da prática de tortura e ser orientado a conseguir testemunhas para confirmar o que aconteceu; devem ser anotados os nomes dos agressores, data e local do fato e o nome da viatura (quando se tratar de violência policial). De posse dos dados o familiar/amigo deve procurar as Comissões de Diretos Humanos e o Comitê Estadual de Combate à tortura para orientação, bem como procurar uma delegacia de polícia para registrar a ocorrência e solicitar uma guia para fazer exame de corpo de delito no IML.
Serviço
Posse do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura
Local: Auditório da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará
Rua Tenente Benévolo, 1055, Meireles
Data: 6 de dezembro de 2011
Hora: 9h
Fonte: Assessoria de Comunicação da SEJUS. Disponível em: http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/component/content/article/909/909
A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) instala na próxima terça-feira, 6 de dezembro, às 9h, no auditório da instituição (Rua Tenente Benévolo, 1055, Meireles) o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, dando posse aos seus membros e promove o lançamento de uma cartilha com orientações sobre o tema. Na ocasião, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB e membro do Subcomitê para Prevenção de Tortura das Nações Unidas, Margarida Pressburger, ministrará a palestra de abertura com o tema: “Mecanismos preventivos nacionais: monitoramento em locais de privação de liberdade”.
Ainda durante a ação, a secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, empossa os membros do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos do Estado do Ceará (CDDH) com vigência até o ano de 2013.
Participarão do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura os membros representantes da Secretaria de Justiça e Cidadania, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Tribunal de Justiça do Estado, Defensoria Pública do Estado, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Ordem dos Advogados, Conselho Regional de Psicologia, Pastoral Carcerária, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente - CEDECA/CE e Associação 64/68 Anistia.
A formação do Comitê segue os preceitos do Protocolo Facultativo da Convenção da ONU contra a Tortura (OPCAT), do qual o Brasil é parte desde 2007, e tem o objetivo de prevenir a prática de torturas e outras formas de maus-tratos, por meio da criação de mecanismos nacionais e internacionais independentes para prevenir a ocorrência da tortura ou outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Para isso, o documento prevê, por exemplo, a realização de visitas regulares e não anunciadas do Subcomitê de Prevenção de Tortura das Nações Unidas às unidades privativas de liberdade como penitenciárias, unidades de atendimento socioeducativo e instituições psiquiátricas.
Ceará no combate à tortura - No Brasil, a Lei n° 9455/97 tipifica o crime de tortura como “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou terceira pessoa; para provocar ação ou omissão de natureza criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa”. A lei também considera tortura a submissão de qualquer pessoa que esteja sob a guarda, poder ou autoridade de outra, com emprego de violência como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
O Comitê Estadual terá como uma de suas ações trabalhar preventivamente contra qualquer tipo de tortura (seja ela por discriminação racial, sexual ou abuso de autoridade), assim caberá ao comitê fazer monitoramento das unidades de privação de liberdade, capacitar agentes penitenciários e policiais em Direitos Humanos e receber e encaminhar as denúncias. Segundo a Secretária da Justiça e Cidadania, Mariana Lobo, “o Comitê de Prevenção contra a Tortura será um importante órgão para assegurar mais uma ação da política estadual de direitos humanos na perspectiva de elaborar e implementar mecanismos de prevenção contra o crime degradante da dignidade da pessoa. Também será papel do Comitê receber, averiguar, encaminhar e, principalmente, acompanhar os casos de denúncias de crimes de tortura junto aos órgãos competentes, combatendo a sentimento de impunidade que imobiliza a sociedade no sentido da não denúncia”, afirma.
Serão realizados também encontros e seminários envolvendo a sociedade civil e órgãos públicos nos municípios a fim de incentivar a criação de Comitês ou Comissões Municipais de Prevenção e Combate à Tortura. A instalação do Comitê Estadual de Combate à Tortura foi aprovada via Decreto nº 30.573, de 07/06/2011 (D.O.E. de 09/06/2011, pág. 3).
Sistema Nacional - No final do mês de setembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional Projeto de Lei (PL) que propõe a criação de um Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e de um Comitê Nacional de Combate à Tortura. O envio ao Congresso coincidiu com a visita ao Brasil do Subcomitê sobre Prevenção e Combate à Tortura das Nações Unidas, que esteve entre os dias 21 e 30 de setembro.
O Sistema Nacional será composto por mecanismos de prevenção e combate à tortura, que contará com peritos e técnicos que poderão entrar em qualquer instituição fechada do Brasil, como penitenciárias, unidades prisionais, delegacias, instituições de longa permanência de idoso e de pessoas com sofrimento psíquico, dentro da perspectiva da reforma psiquiátrica. Já o Comitê Nacional será formado por integrantes de diversos ministérios e entidades da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos dos apenados no País.
Denúncias - A Secretaria da Justiça e Cidadania fará a distribuição das cartilhas entre os órgãos envolvidos, além das unidades prisionais, que orienta os familiares e amigos sobre os passos necessários para realizar as denúncias. A Sejus também instalou um Disque-Denúncia: (85) 3252-2086.
Na cartilha do Governo do Estado, é possível o tomar conhecimento da prática de tortura e ser orientado a conseguir testemunhas para confirmar o que aconteceu; devem ser anotados os nomes dos agressores, data e local do fato e o nome da viatura (quando se tratar de violência policial). De posse dos dados o familiar/amigo deve procurar as Comissões de Diretos Humanos e o Comitê Estadual de Combate à tortura para orientação, bem como procurar uma delegacia de polícia para registrar a ocorrência e solicitar uma guia para fazer exame de corpo de delito no IML.
Serviço
Posse do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura
Local: Auditório da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará
Rua Tenente Benévolo, 1055, Meireles
Data: 6 de dezembro de 2011
Hora: 9h
Fonte: Assessoria de Comunicação da SEJUS. Disponível em: http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/component/content/article/909/909
sábado, 3 de dezembro de 2011
Portaria institui política nacional para o atendimento de LGBT
A portaria consolida recomendações e ações para a comunidade LGBT, envolvendo aperfeiçoar tecnologias usadas no processo transexualizador
02.12.11
Keila Simpson e Janaína Lima, duas travestis, foram as mestres de cerimônia da abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu ontem na presença de sete ministros do governo Dilma Rousseff. O Ministério da Saúde aproveitou o evento para disparar ações voltadas à comunidade LGBT. Uma delas foi a assinatura pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no SUS.
A assinatura da medida, que consolida recomendações e ações desenvolvidas de forma fragmentária, foi comemorada por integrantes do movimento LGBT, que tinham dúvidas sobre a efetivação dessa pública frente à pressão, principalmente, dos segmentos evangélicos.
O documento fala em aperfeiçoar tecnologias usadas no processo transexualizador, eliminar a homofobia na esfera do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecer cuidado à saúde de adolescentes e idosos gays, além de garantir direitos sexuais e reprodutivos da população LGBT na rede pública de saúde.
Compete ao Ministério da Saúde, por exemplo, a elaboração de protocolos clínicos sobre o uso de hormônios e implante de próteses de silicone para travestis e transexuais. Padilha comemorou a portaria: “Agora é regra no SUS”, disse, durante bate-papo sobre a vulnerabilidade da população LBGT frente à aids, na companhia de associações gays, assim como da cantora Preta Gil e do humorista Ziraldo.
Também foi lançada a campanha de 1º de dezembro contra a Aids, este ano focado em jovens gays. Boletim divulgado esta semana pelo ministério mostra crescimento de novos casos do vírus HIV em jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
“Você é? Ele é. Ela não admite, mas é. E você, é?”, provoca a campanha para a televisão, que conclui: “Você é preconceituoso? A aids não tem preconceito”. Fechando os anúncios voltados ao público LGBT, foi anunciada uma coleção de selos e uma cartilha de prevenção à aids, desenhados por Ziraldo. Não são focados exclusivamente no público gay, mas fazem referências explícitas a eles. (das agências de notícias)
Como
ENTENDA A NOTÍCIA
A política prevê, entre outras ações, acesso a técnicas modernaspara o processo transexualizador, prevenção de câncer de mama e útero entre lésbicas e mulheres bissexuais e diminuição dos casos de câncer de próstata entre gays.
Foto: O lançamento coincide com o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
(Wilson Dias/ABR)
Fonte:O Povo Online, 02/12/11, disponível em: http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2011/12/02/noticiabrasiljornal,2347485/portaria-institui-politica-nacional-para-o-atendimento-de-lgbt.shtml
02.12.11
Keila Simpson e Janaína Lima, duas travestis, foram as mestres de cerimônia da abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu ontem na presença de sete ministros do governo Dilma Rousseff. O Ministério da Saúde aproveitou o evento para disparar ações voltadas à comunidade LGBT. Uma delas foi a assinatura pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no SUS.
A assinatura da medida, que consolida recomendações e ações desenvolvidas de forma fragmentária, foi comemorada por integrantes do movimento LGBT, que tinham dúvidas sobre a efetivação dessa pública frente à pressão, principalmente, dos segmentos evangélicos.
O documento fala em aperfeiçoar tecnologias usadas no processo transexualizador, eliminar a homofobia na esfera do Sistema Único de Saúde (SUS), oferecer cuidado à saúde de adolescentes e idosos gays, além de garantir direitos sexuais e reprodutivos da população LGBT na rede pública de saúde.
Compete ao Ministério da Saúde, por exemplo, a elaboração de protocolos clínicos sobre o uso de hormônios e implante de próteses de silicone para travestis e transexuais. Padilha comemorou a portaria: “Agora é regra no SUS”, disse, durante bate-papo sobre a vulnerabilidade da população LBGT frente à aids, na companhia de associações gays, assim como da cantora Preta Gil e do humorista Ziraldo.
Também foi lançada a campanha de 1º de dezembro contra a Aids, este ano focado em jovens gays. Boletim divulgado esta semana pelo ministério mostra crescimento de novos casos do vírus HIV em jovens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
“Você é? Ele é. Ela não admite, mas é. E você, é?”, provoca a campanha para a televisão, que conclui: “Você é preconceituoso? A aids não tem preconceito”. Fechando os anúncios voltados ao público LGBT, foi anunciada uma coleção de selos e uma cartilha de prevenção à aids, desenhados por Ziraldo. Não são focados exclusivamente no público gay, mas fazem referências explícitas a eles. (das agências de notícias)
Como
ENTENDA A NOTÍCIA
A política prevê, entre outras ações, acesso a técnicas modernaspara o processo transexualizador, prevenção de câncer de mama e útero entre lésbicas e mulheres bissexuais e diminuição dos casos de câncer de próstata entre gays.
Foto: O lançamento coincide com o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
(Wilson Dias/ABR)
Fonte:O Povo Online, 02/12/11, disponível em: http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2011/12/02/noticiabrasiljornal,2347485/portaria-institui-politica-nacional-para-o-atendimento-de-lgbt.shtml
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Coordenadoria Especial de Direitos Humanos visita penitenciária em Pacatuba
À convite da Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (SEJUS), a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Ceará (COPDH) visita, na manhã desta sexta-feira, 02/12, a Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba. O novo presídio, com capacidade para acolher 500 pessoas, foi inaugurado na última terça-feira, 30/11, pelo Governador Cid Gomes, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e a Secretária Estadual da Justiça Mariana Lobo.
Foram investidos no novo equipamento R$ 16,4 milhões de recursos federais e estaduais, tornando a penitenciária de Pacatuba a mais moderna do Estado, com instrumentos inéditos em todo país, a exemplo de: sistema body-scanner (que gera imagem da estrutura orgânica e óssea de qualquer pessoa, evidenciando irregularidades como o transporte de drogas ou armamento), máquina de raio-x (para objetos, detectores de metal, portal de entrada e manual), sistema interno de monitoramento com 174 câmeras, cadeiras de identificação de presos (que permite fazer a coleta de digitais, fotos, sinais particulares, tatuagens, mutilações e voz), etc.
A COPDH estará representada na visita pelo titular Marcelo Uchôa.
Fonte: ASCOM / COPDH
Foram investidos no novo equipamento R$ 16,4 milhões de recursos federais e estaduais, tornando a penitenciária de Pacatuba a mais moderna do Estado, com instrumentos inéditos em todo país, a exemplo de: sistema body-scanner (que gera imagem da estrutura orgânica e óssea de qualquer pessoa, evidenciando irregularidades como o transporte de drogas ou armamento), máquina de raio-x (para objetos, detectores de metal, portal de entrada e manual), sistema interno de monitoramento com 174 câmeras, cadeiras de identificação de presos (que permite fazer a coleta de digitais, fotos, sinais particulares, tatuagens, mutilações e voz), etc.
A COPDH estará representada na visita pelo titular Marcelo Uchôa.
Fonte: ASCOM / COPDH
O que mudou para as mulheres
01 de Dezembro de 2011
AMÉRICA LATINA
O que mudou para as mulheres
Há alguns anos, mulheres assumiram o comando do Estado no Chile, na Argentina, na Costa Rica e no Brasil. A emergência dessas figuras políticas de primeiro escalão sugere uma melhora – ainda que tímida – da condição das mulheres na América Latina. Mas esse processo poderá evoluir?
por Lamia Oualalou
No dia 9 de março de 2001, o prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, inaugurava uma solução incomum para a dominação masculina tradicional na Colômbia: das 19h30 à 1h da manhã, apenas as mulheres eram autorizadas a circular pela cidade. Preocupado com a igualdade, Mockus reservava a cidade para os homens na semana seguinte, nas mesmas condições. As mulheres de um lado e os homens de outro? Há alguns anos, a evolução da ideia de igualdade entre homens e mulheres segue por outras vias, notadamente no âmbito político. E as latino-americanas não se queixam.
Nos últimos anos, quatro mulheres ocuparam a função política suprema em países da América Latina. Quando subiu ao poder na Argentina, em 2007, muitos meios de comunicação compararam Cristina Fernández de Kirchner com sua concidadã Isabel Martínez de Perón (a primeira mulher do mundo a tornar-se presidente, em 1974). Elas não seriam, antes de tudo, “mulheres de”: a primeira, esposa de Néstor Kirchner, presidente de 2003 a 2007; a segunda, viúva de Juan Domingo Perón, que esteve no poder entre 1946 e 1955, depois entre 1973 e 1974? Quatro anos depois, ninguém se aventura a essa comparação: em outubro de 2011, a presidente argentina se tornou a primeira mulher reeleita para presidir um Estado latino-americano – e com 54% dos votos no primeiro turno. Na Argentina, não se fala mais em “Cristina Kirchner”, como no início de seu primeiro mandato, e sim em “Cristina Fernández”, seu nome de solteira.
A Argentina não é o único país onde as mulheres são mais do que “esposas ilustres”. No início de 2006, Michelle Bachelet, ex-refugiada política que criou sozinha três filhos, sucedeu o socialista Ricardo Lagos, em um Chile no qual o divórcio acabava de ser legalizado. Em outubro de 2010, no Brasil, foi a vez de outra divorciada, Dilma Rousseff,conhecida por sua participação em grupos guerrilheiros de esquerda durante a ditadura dos anos 1960 e 1970. Alguns meses antes, a Costa Rica descobriu que sua tradicional cultura machista não impediria a eleição de Laura Chinchilla (centro-esquerda).
Essa evolução dos espíritos é, às vezes, acompanhada da introdução de sistemas de discriminação positiva. A Argentina foi pioneira: em 1991, aprovou uma lei de cotas que impunha aos partidos pelo menos 30% de candidaturas femininas. Com 38% das cadeiras do Parlamento ocupadas por mulheres, figura hoje como um dos doze países com mais participação feminina no Poder Legislativo. Desde então, onze nações da região seguiram seus passos (Bolívia, Brasil, Costa Rica, Equador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai).
“Aqui, a eleição de mulheres como Michelle Bachelet se explica sobretudo pelo fato de que passam a imagem de candidatas menos corrompidas”, explica Maria de Los Angeles, diretora da Fundação Chile 21, em Santiago. Até então excluídas do poder, raramente apareciam envolvidas em escândalos de corrupção e desvio de fundos – uma característica que desapareceu com sua implicação na política. A paridade promovida por Michelle, por exemplo, não sobreviveu: a metade dos ministérios de seu primeiro governo era ocupada por mulheres; na equipe de seu sucessor de direita, Sebastián Piñera, as mulheres ocupam apenas 18% desses cargos.
A boa vontade do Poder Executivo não é suficiente. Em sua chegada ao Palácio do Planalto, em Brasília, Dilma anunciou a intenção de promover as mulheres – palavras transformadas em piada pela imprensa, que qualificou seu governo de “República do Salto Alto”. Em seu governo, as mulheres ocupam 24% dos ministérios e 21% dos cargos ditos de “segundo escalão” (gabinetes e grandes empresas estatais). As nomeações dependem das formações políticas da coalizão, que, à exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), são pouco inclinadas à discriminação positiva. Segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em 2009 as mulheres ocupavam 16% dos cargos de presidente e secretária-geral dos partidos latino-americanos, e representavam 19% da hierarquia dos comitês executivos.
Na Venezuela, as mulheres foram mais ativas nos mecanismos de governo participativo impulsionados pelo presidente Hugo Chávez ao longo da última década. Consciente de que sua análise pudesse ser taxada de “clichê”, a socióloga Margarita López Maya, da Universidade Central da Venezuela, em Caracas, e candidata às legislativas de 2010 pelo partido de oposição Pátria para Todos, explica: “Tanto ontem como hoje, os níveis intermediários do poder permanecem ocupados por homens. As mulheres participam quando se trata de questões concretas e se interessam menos pelo jogo político”. Três mulheres estão no topo de organismos do poder público, mas, segundo a socióloga, “foram escolhidas pela lealdade ao presidente Chávez e por atrair voto feminino”.
As mulheres no poder se preocupam mais em fazer avançar os direitos de seu sexo? Nada é tão incerto, observa María Flórez-Estrada Pimentel, socióloga da Universidade de Costa Rica: “Elas abalam a ordem social tradicional, mas isso não significa que adotarão uma postura progressista. Na América Central, as presidentes mantiveram o conservadorismo tanto em questões econômicas como em questões sociais – inclusive as que afetam diretamente as mulheres, como a legalização do aborto”. À exceção de Cuba, onde a interrupção voluntária da gravidez (IVG) é autorizada, e da Cidade do México, onde os deputados da Assembleia local a aprovaram, essa questão permanece um tabu na região.
Proibição do direito de aborto
Em outubro de 2010, militantes feministas brasileiras se surpreenderam com a reação violenta gerada pela discussão do tema na campanha presidencial. Milhões de pessoas assistiram a vídeos de fetos mortos postados na internet – material que também exibia discursos de pastores evangélicos contra Dilma, que havia se pronunciado a favor da descriminalização do aborto alguns anos antes. José Serra, o adversário da candidata do PT, conhecido por suas posições progressistas em questões de saúde, viu nessa reação uma oportunidade de reverter a tendência eleitoral e começou a fazer campanha com a Bíblia na mão, enquanto sua mulher organizava comícios em bairro populares para vilipendiar os que “querem matar crianças” – omitindo o fato de que ela mesma havia recorrido ao aborto nos anos 1970, segundo revelações do jornal Folha de S.Paulo. Acuada no segundo turno, Dilma assinou uma carta na qual se comprometia a não enviar ao Congresso o projeto de lei da legalização da IVG.
Os abortos clandestinos no Brasil, contudo, são estimados em aproximadamente 800 mil por ano e geram consequências dramáticas: cerca de 250 mil mulheres sofrem de infecção ou perfuração do útero, e a taxa de mortalidade nessas ocasiões chega a 65 por 100 mil – transformando o tema em questão de saúde pública.1 “Teria sido mais fácil avançar com esse debate há 20 anos”, analisa Maria Luiza Heilborn, pesquisadora do Centro Latino-Americano da Sexualidade e dos Direitos Humanos (Clam), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Ao obter um compromisso por escrito, as Igrejas garantiram que a descriminalização do aborto não estaria mais na ordem do dia. E no Congresso, em que a presença de deputados religiosos dobrou (para chegar a 63 cadeiras) nas últimas eleições, mais de trinta projetos buscam medidas na direção oposta: postulam o endurecimento das regras para o aborto legal e o proíbem até mesmo em casos de estupro ou perigo para a vida da mãe. “Esses projetos jamais serão votados, mas paralisam todas as discussões progressistas”, lamenta Heilborn. A dificuldade, continua ela, “vem do fato de que os conservadores modernizaram o discurso: clamam pela salvação dos fetos em termos de direitos humanos, e não mais em nome da família ou de valores morais”.
“Trata-se de uma imensa hipocrisia: aqueles que podem pagar um aborto em condições seguras o fazem tranquilamente; as clínicas não se omitem e chegam a contar com a proteção de policiais corrompidos”, acrescenta a pesquisadora. De acordo com um estudo da Universidade de Brasília (UnB), publicado em 2010, uma mulher a cada cinco já abortou no Brasil.2 “Apesar disso, o direito à IVG permanece totalmente fora do imaginário social. Até mesmo os que recorreram a ela se dizem contra, apresentando a própria decisão como uma exceção”, diz Maria José Rosado, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.
O único país da região com retrocessos consumados em relação ao tema é a Nicarágua. Em 2006, a hierarquia católica demonstrou sua força ao realizar um acordo com Daniel Ortega, que então buscava apoio para reconquistar o poder. Desde sua eleição, o sandinista vinha modificando a legislação que permitia a interrupção da gravidez nos casos de mulheres vítimas de estupro, e, hoje, o aborto está proibido em todas as situações. “Isso mostra que o debate não tem nada a ver com esquerda ou direita”, aponta Heilborn. De fato, é na Colômbia do superconservador Álvaro Uribe (presidente de 2002 a 2010) que a Corte Constitucional efetuou o movimento contrário e autorizou o aborto em caso de “problemas de saúde”, categoria cuja interpretação amplia a noção de perigo e incorpora aspectos de natureza psicológica. Na Venezuela, apesar do estudo de diferentes projetos de lei na Assembleia Nacional desde a chegada de Chávez ao poder, a descriminalização do aborto é improvável pela aliança entre militares e religiosos, e talvez pela própria postura de Chávez: “O aborto é autorizado em outros países. Eu – e você pode me taxar de conservador – não estou de acordo com o aborto para interromper uma gravidez. Se uma criança nasce com algum problema, é preciso dar-lhe amor”, declarou em 26 de abril de 2008. O debate, contudo, ganhou força com o crescimento vertiginoso do número de menores grávidas na Venezuela. Segundo a Sociedade Venezuelana de Puericultura e Pediatria, em 2009 20% dos partos foram realizados em mães entre 10 e 18 anos.
No Uruguai, a decisão do Congresso de legalizar a IVG foi vetada por Tabaré Vázquez (2005-2010), então no comando de um governo de centro-esquerda. No dia 8 de novembro de 2011, o Senado relançou a iniciativa, e a legalização provavelmente será aprovada. Pesquisas apontam que 63% da população uruguaia é a favor da medida, e o presidente José Mujica já anunciou que não vai se opor.
As discussões seguem, assim como no Equador, Bolívia e Argentina, onde ocorrem 150 mil abortos clandestinos por ano. Apesar da presidente Cristina Fernández se dizer pessoalmente desfavorável ao aborto, uma comissão legislativa retomou o debate no início de novembro, e um projeto de lei que flexibiliza as condições da IVG será discutido no próximo mês. Para o sociólogo Mario Pecheny, o voto do Congresso argentino a favor do casamento homossexual, no ano passado, é um precedente animador.
Popularização do feminismo
A grande preocupação das mulheres latino-americanas, contudo, ainda é a questão da violência. “Os feminicídios, ou seja, os homicídios de mulheres porque são mulheres, estão em pleno crescimento na América Central e no México”, afirma María Flórez-Estrada Pimentel. El Salvador é o recordista, com um índice de 13,9 mulheres assassinadas a cada 100 mil habitantes. Na Guatemala, essa proporção é de 9,8. Nos estados mexicanos de Chihuahua (onde está Ciudad Juárez, conhecida pelo assassinato sistemático de mulheres),3 Baja California e Guerrero, o índice triplicou entre 2005 e 2009 e chega a 11,1 por 100 mil habitantes. Esse aumento significativo se deve principalmente ao crescimento dos confrontos entre governos e narcotraficantes. A normalização da violência também a banaliza no interior de famílias e casais. Ademais, “a guerra contra a droga e o crime organizado tem consequências específicas para as mulheres: como em toda guerra, o estupro de mulheres cria uma coesão no seio de grupos armados, reafirma a masculinidade e funciona como um ato desafiador diante do inimigo”, analisa Patsilí Toledo, jurista da Universidade do Chile.4
No México, o número de mulheres presas por crimes federais – essencialmente pelo tráfico de entorpecentes – aumentou 400% desde 2007.5 Os barões da droga também diversificam suas fontes de recursos desenvolvendo redes de prostituição e de tráfico de mulheres. Segundo a Organização Internacional das Migrações, este último movimentaria US$ 16 bilhões a cada ano na América Latina, o que conduz ao sequestro de milhares de mulheres adultas e menores de idade.6
Para Maria Luiza Heilborn, o feminismo, apesar de não ser tão visível quanto o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), “se popularizou e pode ser observado em todas as camadas da sociedade”. Além disso, “as mulheres mais pobres são aquelas que mais se beneficiam das políticas sociais”, lembra Maria José Rosado. O Bolsa Família, que chega a cerca de 13 milhões de lares, prioriza as mulheres. O mesmo ocorre no programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida: o governo faz de tudo para que a propriedade esteja em nome da mulher. “Medidas como essas geram maior poder de negociação em relação aos homens e melhora a situação das famílias, dado que a preocupação central delas é a saúde e a alimentação dos filhos”, aponta Rebecca Tavares, que dirige a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. A massificação do acesso das mulheres ao mercado do trabalho modificou o cenário: segundo o Banco Mundial, desde 1980 a mão de obra latino-americana incorporou mais de 70 milhões delas, o que fez aumentar sua taxa de participação de 35% em média para 53% em 2007, principalmente no setor de serviços. O peso do setor informal permanece considerável: nas cidades bolivianas, por exemplo, a proporção de mulheres que trabalham sem regularização é de 71%, contra 54% dos homens.7 “As violentas crises econômicas dos anos 1990 demonstraram a capacidade das mulheres de administrar momentos críticos, em geral melhor do que os homens. Nesse período, ganharam tanto em termos de segurança pessoal quanto em legitimidade perante a sociedade”, observa Mario Pecheny.
Ativas no mercado, porém sempre encarregadas da maioria das tarefas não remuneradas (limpeza, cuidado dos filhos, de idosos e incapacitados), as mulheres questionam a cultura machista, mas sofrem para conciliar todos esses âmbitos. A queda brutal da fertilidade na região seria uma simples correlação? No Brasil, a renovação das gerações não está mais assegurada: diante do volume de trabalho e dos custos de manter uma família – a educação e a saúde sendo os pontos priorizados –, as mulheres, de bairros ricos ou pobres, optam por ter apenas um filho, dois no máximo, e às vezes nenhum. Esse fenômeno, observado também no Uruguai, Costa Rica, Chile e Cuba, soma-se ao aceleramento do envelhecimento da população que os orçamentos nacionais continuam a ignorar. “As mulheres, mais autônomas, querem estudar, consumir e viajar; não querem mais se responsabilizar pelos outros”, constata María Flórez-Estrada Pimentel. “Isso gera um problema social importante para o capitalismo: a divisão social do trabalho mudou, mas nem os Estados nem as empresas investem o suficiente para criar uma infraestrutura social adaptada a essa nova realidade.”
Lamia Oualalou
Jornalista
Ilustração: As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Antônio Cruz/ Abr)
1 “Aborto no Brasil e países do Cone Sul”, Universidade Estadual de Campinas, out. 2009.
2 “Segredo guardado a sete chaves”, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, jun. 2010.
3 Ler Sergio González Rodríguez, “Tueurs de femmes à Ciudad Juárez” [Assassinos de mulheres em Ciudad Juárez], Le Monde Diplomatique, ago. 2003.
4 Patsilí Toledo, “The drug-war femicides”, Project Syndicate, 9 ago. 2011.
5 Citado por Damien Cave, “Mexico’s drug war, feminized”, New York Times, 13 ago. 2011.
6 “Human trafficking: an overview”, Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, Nova York, 2008.
7 “Latin America: 70 million additional women have jobs following gender reforms” [América Latina: 70 milhões de mulheres a mais têm empregos na sequência
das reformas de gênero], Banco Mundial, Washington, mar. 2011.
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil, 01/12/11, disponível em: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1070#.TzOag8RJWQE.facebook
AMÉRICA LATINA
O que mudou para as mulheres
Há alguns anos, mulheres assumiram o comando do Estado no Chile, na Argentina, na Costa Rica e no Brasil. A emergência dessas figuras políticas de primeiro escalão sugere uma melhora – ainda que tímida – da condição das mulheres na América Latina. Mas esse processo poderá evoluir?
por Lamia Oualalou
No dia 9 de março de 2001, o prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, inaugurava uma solução incomum para a dominação masculina tradicional na Colômbia: das 19h30 à 1h da manhã, apenas as mulheres eram autorizadas a circular pela cidade. Preocupado com a igualdade, Mockus reservava a cidade para os homens na semana seguinte, nas mesmas condições. As mulheres de um lado e os homens de outro? Há alguns anos, a evolução da ideia de igualdade entre homens e mulheres segue por outras vias, notadamente no âmbito político. E as latino-americanas não se queixam.
Nos últimos anos, quatro mulheres ocuparam a função política suprema em países da América Latina. Quando subiu ao poder na Argentina, em 2007, muitos meios de comunicação compararam Cristina Fernández de Kirchner com sua concidadã Isabel Martínez de Perón (a primeira mulher do mundo a tornar-se presidente, em 1974). Elas não seriam, antes de tudo, “mulheres de”: a primeira, esposa de Néstor Kirchner, presidente de 2003 a 2007; a segunda, viúva de Juan Domingo Perón, que esteve no poder entre 1946 e 1955, depois entre 1973 e 1974? Quatro anos depois, ninguém se aventura a essa comparação: em outubro de 2011, a presidente argentina se tornou a primeira mulher reeleita para presidir um Estado latino-americano – e com 54% dos votos no primeiro turno. Na Argentina, não se fala mais em “Cristina Kirchner”, como no início de seu primeiro mandato, e sim em “Cristina Fernández”, seu nome de solteira.
A Argentina não é o único país onde as mulheres são mais do que “esposas ilustres”. No início de 2006, Michelle Bachelet, ex-refugiada política que criou sozinha três filhos, sucedeu o socialista Ricardo Lagos, em um Chile no qual o divórcio acabava de ser legalizado. Em outubro de 2010, no Brasil, foi a vez de outra divorciada, Dilma Rousseff,conhecida por sua participação em grupos guerrilheiros de esquerda durante a ditadura dos anos 1960 e 1970. Alguns meses antes, a Costa Rica descobriu que sua tradicional cultura machista não impediria a eleição de Laura Chinchilla (centro-esquerda).
Essa evolução dos espíritos é, às vezes, acompanhada da introdução de sistemas de discriminação positiva. A Argentina foi pioneira: em 1991, aprovou uma lei de cotas que impunha aos partidos pelo menos 30% de candidaturas femininas. Com 38% das cadeiras do Parlamento ocupadas por mulheres, figura hoje como um dos doze países com mais participação feminina no Poder Legislativo. Desde então, onze nações da região seguiram seus passos (Bolívia, Brasil, Costa Rica, Equador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai).
“Aqui, a eleição de mulheres como Michelle Bachelet se explica sobretudo pelo fato de que passam a imagem de candidatas menos corrompidas”, explica Maria de Los Angeles, diretora da Fundação Chile 21, em Santiago. Até então excluídas do poder, raramente apareciam envolvidas em escândalos de corrupção e desvio de fundos – uma característica que desapareceu com sua implicação na política. A paridade promovida por Michelle, por exemplo, não sobreviveu: a metade dos ministérios de seu primeiro governo era ocupada por mulheres; na equipe de seu sucessor de direita, Sebastián Piñera, as mulheres ocupam apenas 18% desses cargos.
A boa vontade do Poder Executivo não é suficiente. Em sua chegada ao Palácio do Planalto, em Brasília, Dilma anunciou a intenção de promover as mulheres – palavras transformadas em piada pela imprensa, que qualificou seu governo de “República do Salto Alto”. Em seu governo, as mulheres ocupam 24% dos ministérios e 21% dos cargos ditos de “segundo escalão” (gabinetes e grandes empresas estatais). As nomeações dependem das formações políticas da coalizão, que, à exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), são pouco inclinadas à discriminação positiva. Segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em 2009 as mulheres ocupavam 16% dos cargos de presidente e secretária-geral dos partidos latino-americanos, e representavam 19% da hierarquia dos comitês executivos.
Na Venezuela, as mulheres foram mais ativas nos mecanismos de governo participativo impulsionados pelo presidente Hugo Chávez ao longo da última década. Consciente de que sua análise pudesse ser taxada de “clichê”, a socióloga Margarita López Maya, da Universidade Central da Venezuela, em Caracas, e candidata às legislativas de 2010 pelo partido de oposição Pátria para Todos, explica: “Tanto ontem como hoje, os níveis intermediários do poder permanecem ocupados por homens. As mulheres participam quando se trata de questões concretas e se interessam menos pelo jogo político”. Três mulheres estão no topo de organismos do poder público, mas, segundo a socióloga, “foram escolhidas pela lealdade ao presidente Chávez e por atrair voto feminino”.
As mulheres no poder se preocupam mais em fazer avançar os direitos de seu sexo? Nada é tão incerto, observa María Flórez-Estrada Pimentel, socióloga da Universidade de Costa Rica: “Elas abalam a ordem social tradicional, mas isso não significa que adotarão uma postura progressista. Na América Central, as presidentes mantiveram o conservadorismo tanto em questões econômicas como em questões sociais – inclusive as que afetam diretamente as mulheres, como a legalização do aborto”. À exceção de Cuba, onde a interrupção voluntária da gravidez (IVG) é autorizada, e da Cidade do México, onde os deputados da Assembleia local a aprovaram, essa questão permanece um tabu na região.
Proibição do direito de aborto
Em outubro de 2010, militantes feministas brasileiras se surpreenderam com a reação violenta gerada pela discussão do tema na campanha presidencial. Milhões de pessoas assistiram a vídeos de fetos mortos postados na internet – material que também exibia discursos de pastores evangélicos contra Dilma, que havia se pronunciado a favor da descriminalização do aborto alguns anos antes. José Serra, o adversário da candidata do PT, conhecido por suas posições progressistas em questões de saúde, viu nessa reação uma oportunidade de reverter a tendência eleitoral e começou a fazer campanha com a Bíblia na mão, enquanto sua mulher organizava comícios em bairro populares para vilipendiar os que “querem matar crianças” – omitindo o fato de que ela mesma havia recorrido ao aborto nos anos 1970, segundo revelações do jornal Folha de S.Paulo. Acuada no segundo turno, Dilma assinou uma carta na qual se comprometia a não enviar ao Congresso o projeto de lei da legalização da IVG.
Os abortos clandestinos no Brasil, contudo, são estimados em aproximadamente 800 mil por ano e geram consequências dramáticas: cerca de 250 mil mulheres sofrem de infecção ou perfuração do útero, e a taxa de mortalidade nessas ocasiões chega a 65 por 100 mil – transformando o tema em questão de saúde pública.1 “Teria sido mais fácil avançar com esse debate há 20 anos”, analisa Maria Luiza Heilborn, pesquisadora do Centro Latino-Americano da Sexualidade e dos Direitos Humanos (Clam), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Ao obter um compromisso por escrito, as Igrejas garantiram que a descriminalização do aborto não estaria mais na ordem do dia. E no Congresso, em que a presença de deputados religiosos dobrou (para chegar a 63 cadeiras) nas últimas eleições, mais de trinta projetos buscam medidas na direção oposta: postulam o endurecimento das regras para o aborto legal e o proíbem até mesmo em casos de estupro ou perigo para a vida da mãe. “Esses projetos jamais serão votados, mas paralisam todas as discussões progressistas”, lamenta Heilborn. A dificuldade, continua ela, “vem do fato de que os conservadores modernizaram o discurso: clamam pela salvação dos fetos em termos de direitos humanos, e não mais em nome da família ou de valores morais”.
“Trata-se de uma imensa hipocrisia: aqueles que podem pagar um aborto em condições seguras o fazem tranquilamente; as clínicas não se omitem e chegam a contar com a proteção de policiais corrompidos”, acrescenta a pesquisadora. De acordo com um estudo da Universidade de Brasília (UnB), publicado em 2010, uma mulher a cada cinco já abortou no Brasil.2 “Apesar disso, o direito à IVG permanece totalmente fora do imaginário social. Até mesmo os que recorreram a ela se dizem contra, apresentando a própria decisão como uma exceção”, diz Maria José Rosado, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.
O único país da região com retrocessos consumados em relação ao tema é a Nicarágua. Em 2006, a hierarquia católica demonstrou sua força ao realizar um acordo com Daniel Ortega, que então buscava apoio para reconquistar o poder. Desde sua eleição, o sandinista vinha modificando a legislação que permitia a interrupção da gravidez nos casos de mulheres vítimas de estupro, e, hoje, o aborto está proibido em todas as situações. “Isso mostra que o debate não tem nada a ver com esquerda ou direita”, aponta Heilborn. De fato, é na Colômbia do superconservador Álvaro Uribe (presidente de 2002 a 2010) que a Corte Constitucional efetuou o movimento contrário e autorizou o aborto em caso de “problemas de saúde”, categoria cuja interpretação amplia a noção de perigo e incorpora aspectos de natureza psicológica. Na Venezuela, apesar do estudo de diferentes projetos de lei na Assembleia Nacional desde a chegada de Chávez ao poder, a descriminalização do aborto é improvável pela aliança entre militares e religiosos, e talvez pela própria postura de Chávez: “O aborto é autorizado em outros países. Eu – e você pode me taxar de conservador – não estou de acordo com o aborto para interromper uma gravidez. Se uma criança nasce com algum problema, é preciso dar-lhe amor”, declarou em 26 de abril de 2008. O debate, contudo, ganhou força com o crescimento vertiginoso do número de menores grávidas na Venezuela. Segundo a Sociedade Venezuelana de Puericultura e Pediatria, em 2009 20% dos partos foram realizados em mães entre 10 e 18 anos.
No Uruguai, a decisão do Congresso de legalizar a IVG foi vetada por Tabaré Vázquez (2005-2010), então no comando de um governo de centro-esquerda. No dia 8 de novembro de 2011, o Senado relançou a iniciativa, e a legalização provavelmente será aprovada. Pesquisas apontam que 63% da população uruguaia é a favor da medida, e o presidente José Mujica já anunciou que não vai se opor.
As discussões seguem, assim como no Equador, Bolívia e Argentina, onde ocorrem 150 mil abortos clandestinos por ano. Apesar da presidente Cristina Fernández se dizer pessoalmente desfavorável ao aborto, uma comissão legislativa retomou o debate no início de novembro, e um projeto de lei que flexibiliza as condições da IVG será discutido no próximo mês. Para o sociólogo Mario Pecheny, o voto do Congresso argentino a favor do casamento homossexual, no ano passado, é um precedente animador.
Popularização do feminismo
A grande preocupação das mulheres latino-americanas, contudo, ainda é a questão da violência. “Os feminicídios, ou seja, os homicídios de mulheres porque são mulheres, estão em pleno crescimento na América Central e no México”, afirma María Flórez-Estrada Pimentel. El Salvador é o recordista, com um índice de 13,9 mulheres assassinadas a cada 100 mil habitantes. Na Guatemala, essa proporção é de 9,8. Nos estados mexicanos de Chihuahua (onde está Ciudad Juárez, conhecida pelo assassinato sistemático de mulheres),3 Baja California e Guerrero, o índice triplicou entre 2005 e 2009 e chega a 11,1 por 100 mil habitantes. Esse aumento significativo se deve principalmente ao crescimento dos confrontos entre governos e narcotraficantes. A normalização da violência também a banaliza no interior de famílias e casais. Ademais, “a guerra contra a droga e o crime organizado tem consequências específicas para as mulheres: como em toda guerra, o estupro de mulheres cria uma coesão no seio de grupos armados, reafirma a masculinidade e funciona como um ato desafiador diante do inimigo”, analisa Patsilí Toledo, jurista da Universidade do Chile.4
No México, o número de mulheres presas por crimes federais – essencialmente pelo tráfico de entorpecentes – aumentou 400% desde 2007.5 Os barões da droga também diversificam suas fontes de recursos desenvolvendo redes de prostituição e de tráfico de mulheres. Segundo a Organização Internacional das Migrações, este último movimentaria US$ 16 bilhões a cada ano na América Latina, o que conduz ao sequestro de milhares de mulheres adultas e menores de idade.6
Para Maria Luiza Heilborn, o feminismo, apesar de não ser tão visível quanto o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), “se popularizou e pode ser observado em todas as camadas da sociedade”. Além disso, “as mulheres mais pobres são aquelas que mais se beneficiam das políticas sociais”, lembra Maria José Rosado. O Bolsa Família, que chega a cerca de 13 milhões de lares, prioriza as mulheres. O mesmo ocorre no programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida: o governo faz de tudo para que a propriedade esteja em nome da mulher. “Medidas como essas geram maior poder de negociação em relação aos homens e melhora a situação das famílias, dado que a preocupação central delas é a saúde e a alimentação dos filhos”, aponta Rebecca Tavares, que dirige a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. A massificação do acesso das mulheres ao mercado do trabalho modificou o cenário: segundo o Banco Mundial, desde 1980 a mão de obra latino-americana incorporou mais de 70 milhões delas, o que fez aumentar sua taxa de participação de 35% em média para 53% em 2007, principalmente no setor de serviços. O peso do setor informal permanece considerável: nas cidades bolivianas, por exemplo, a proporção de mulheres que trabalham sem regularização é de 71%, contra 54% dos homens.7 “As violentas crises econômicas dos anos 1990 demonstraram a capacidade das mulheres de administrar momentos críticos, em geral melhor do que os homens. Nesse período, ganharam tanto em termos de segurança pessoal quanto em legitimidade perante a sociedade”, observa Mario Pecheny.
Ativas no mercado, porém sempre encarregadas da maioria das tarefas não remuneradas (limpeza, cuidado dos filhos, de idosos e incapacitados), as mulheres questionam a cultura machista, mas sofrem para conciliar todos esses âmbitos. A queda brutal da fertilidade na região seria uma simples correlação? No Brasil, a renovação das gerações não está mais assegurada: diante do volume de trabalho e dos custos de manter uma família – a educação e a saúde sendo os pontos priorizados –, as mulheres, de bairros ricos ou pobres, optam por ter apenas um filho, dois no máximo, e às vezes nenhum. Esse fenômeno, observado também no Uruguai, Costa Rica, Chile e Cuba, soma-se ao aceleramento do envelhecimento da população que os orçamentos nacionais continuam a ignorar. “As mulheres, mais autônomas, querem estudar, consumir e viajar; não querem mais se responsabilizar pelos outros”, constata María Flórez-Estrada Pimentel. “Isso gera um problema social importante para o capitalismo: a divisão social do trabalho mudou, mas nem os Estados nem as empresas investem o suficiente para criar uma infraestrutura social adaptada a essa nova realidade.”
Lamia Oualalou
Jornalista
Ilustração: As presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto (Antônio Cruz/ Abr)
1 “Aborto no Brasil e países do Cone Sul”, Universidade Estadual de Campinas, out. 2009.
2 “Segredo guardado a sete chaves”, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, jun. 2010.
3 Ler Sergio González Rodríguez, “Tueurs de femmes à Ciudad Juárez” [Assassinos de mulheres em Ciudad Juárez], Le Monde Diplomatique, ago. 2003.
4 Patsilí Toledo, “The drug-war femicides”, Project Syndicate, 9 ago. 2011.
5 Citado por Damien Cave, “Mexico’s drug war, feminized”, New York Times, 13 ago. 2011.
6 “Human trafficking: an overview”, Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, Nova York, 2008.
7 “Latin America: 70 million additional women have jobs following gender reforms” [América Latina: 70 milhões de mulheres a mais têm empregos na sequência
das reformas de gênero], Banco Mundial, Washington, mar. 2011.
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil, 01/12/11, disponível em: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1070#.TzOag8RJWQE.facebook
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Seminário na Uece discute Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes
A Universidade Estadual do Ceará (UECE) promove nesta sexta-feira (02) o seminário para avaliar e propor Políticas Públicas voltadas para a Infância, Adolescência e Juventude. A abertura do evento acontece às 8h30, no auditório Prof. Paulo Petrola (Reitoria), no Campus do Itaperi.
A conferência de abertura será proferida pela Pesquisadora Institucional da UECE, Profa. Dra. Socorro Osterne, que abordará “Os avanços e desafios das Políticas Públicas para a Infância, Adolescência e Juventude”. Também serão debatidos temas como “Inimputabilidade Penal; Juventude, Cultura e Violência”. Ao final, haverá ainda um painel sobre Experiências Educacionais Transdisciplinares - Comunidades de Práticas.
O evento é voltado para equipes gestoras e técnicas do Sistema de Garantia de Direitos, estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores, conselheiros de direitos e tutelares do estado do Ceará. “Os principais objetivos consistem em ampliar as discussões sobre a implementação das Políticas Públicas nessas áreas e, ainda, fortalecer a rede interinstitucional criada no ano passado, em Fortaleza, a partir do Movimento ECA 20 anos”, destaca a
Pró-reitora de Extensão (PROEX), Celina Ellery, coordenadora do evento.
A rede é formada por instituições governamentais e não governamentais integrantes do Sistema de Garantia de Direitos do Estado do Ceará que, sob a coordenação da Uece, tem buscado, de forma organizada e integrada, contribuir com a formulação de políticas e ações que assegurem o cumprimento dos direitos fundamentais de crianças, adolescentes e jovens.
Na abertura do evento, será lançada, pelo Magnífico Reitor da UECE e pelo representante do BNB, uma Edição Especial do Estatuto da Criança e do Adolescente, alusiva aos 21 anos da promulgação da Lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, de modo a reafirmar o compromisso da
UECE com as questões sociais voltadas para a população infantojuvenil.
Conferências
Ao todo serão cinco conferências, além de debates, com a participação de especialistas em políticas públicas na área da infância e adolescência, pesquisadores, representantes de organizações não governamentais, gestores locais e de outros estados.
O evento iniciará às 8h30, com o credenciamento dos participantes e convidados, e terminará às 17horas. Para outras informações, entrar em contato com a Profa. Celina Ellery, Pró-reitora de Extensão (PROEX), por meio do email proex@gmail.com e do telefone: 3101 9654/55.
Em tempo: A Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Ceará (COPDH) apóia o evento e participará da mesa de abertura.
Serviço
Seminário sobre Políticas Públicas para a Infância, a Adolescência e a
Juventude
Local: Auditório Prof. Paulo Petrola, (Reitoria), Universidade Estadual do Ceará (Uece) - Av. Paranjana, 1700, Campus do Itaperi
Data: 2 de dezembro de 2011, sexta-feira
Hora: 8h30 às 17h
01.12.2011
Assessoria de Imprensa da Uece, com informações adicionais de ASCOM / COPDH
Fátima Serpa ( fatima.serpa@uece.ce.gov.br / 85 3101.9605)
A conferência de abertura será proferida pela Pesquisadora Institucional da UECE, Profa. Dra. Socorro Osterne, que abordará “Os avanços e desafios das Políticas Públicas para a Infância, Adolescência e Juventude”. Também serão debatidos temas como “Inimputabilidade Penal; Juventude, Cultura e Violência”. Ao final, haverá ainda um painel sobre Experiências Educacionais Transdisciplinares - Comunidades de Práticas.
O evento é voltado para equipes gestoras e técnicas do Sistema de Garantia de Direitos, estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores, conselheiros de direitos e tutelares do estado do Ceará. “Os principais objetivos consistem em ampliar as discussões sobre a implementação das Políticas Públicas nessas áreas e, ainda, fortalecer a rede interinstitucional criada no ano passado, em Fortaleza, a partir do Movimento ECA 20 anos”, destaca a
Pró-reitora de Extensão (PROEX), Celina Ellery, coordenadora do evento.
A rede é formada por instituições governamentais e não governamentais integrantes do Sistema de Garantia de Direitos do Estado do Ceará que, sob a coordenação da Uece, tem buscado, de forma organizada e integrada, contribuir com a formulação de políticas e ações que assegurem o cumprimento dos direitos fundamentais de crianças, adolescentes e jovens.
Na abertura do evento, será lançada, pelo Magnífico Reitor da UECE e pelo representante do BNB, uma Edição Especial do Estatuto da Criança e do Adolescente, alusiva aos 21 anos da promulgação da Lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, de modo a reafirmar o compromisso da
UECE com as questões sociais voltadas para a população infantojuvenil.
Conferências
Ao todo serão cinco conferências, além de debates, com a participação de especialistas em políticas públicas na área da infância e adolescência, pesquisadores, representantes de organizações não governamentais, gestores locais e de outros estados.
O evento iniciará às 8h30, com o credenciamento dos participantes e convidados, e terminará às 17horas. Para outras informações, entrar em contato com a Profa. Celina Ellery, Pró-reitora de Extensão (PROEX), por meio do email proex@gmail.com e do telefone: 3101 9654/55.
Em tempo: A Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Ceará (COPDH) apóia o evento e participará da mesa de abertura.
Serviço
Seminário sobre Políticas Públicas para a Infância, a Adolescência e a
Juventude
Local: Auditório Prof. Paulo Petrola, (Reitoria), Universidade Estadual do Ceará (Uece) - Av. Paranjana, 1700, Campus do Itaperi
Data: 2 de dezembro de 2011, sexta-feira
Hora: 8h30 às 17h
01.12.2011
Assessoria de Imprensa da Uece, com informações adicionais de ASCOM / COPDH
Fátima Serpa ( fatima.serpa@uece.ce.gov.br / 85 3101.9605)
1º de dezembro: Dia Mundial da Luta contra a AIDS
No dia Mundial da Luta contra a AIDS, manifestamos nossa indignação contra o preconceito e nossa solidariedade à luta pelo respeito, prevenção e atendimento dignos.
Coordenadoria Especial de Direitos Humanos do Ceará
Assinar:
Postagens (Atom)











